Bem-vindos

Este blog nasceu em 2010 com o intuito de reunir as postagens existentes em outros blogs que eu, quando adolescente, gostava de editar. Conforme a gente vai crescendo, o tempo para este tipo de atividade fica cada vez mais escasso, então a ideia era ter apenas 1 página na internet, ao invés de 4.

Os blogs nos últimos anos foram perdendo seus acessos devido, penso, ao crescimento das redes sociais. Passei 4 anos sem abrir essa página e agora, em 2015, resolvi reativá-la para esporadicamente publicar pensamentos, experiências com peixes, dentre outras coisas que eu não gostaria que se perdessem com o tempo na timeline do Facebook, por exemplo. Muitas postagens antigas foram removidas, algumas editadas, outras estão aí do jeito que sempre estiveram.

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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Um domingo qualquer, pela manhã

Meu avô sempre que tinha oportunidade fazia questão de dizer que investir em imóveis para posteriormente aluga-los era um negócio que nunca dava prejuízo. Ele nunca tentou, mas parando para pensar, faz bastante sentido. Dois anos de morte e eu ainda lembro bem de todas as suas frases típicas. Cada dia que passa eu vejo mais sentido nos seus dizeres aleatórios (ou pelo menos eu pensava que eram) e consequentemente eu ouvia sem refletir muito afundo. Bacana isso. Ainda bem que ele repetia várias e várias vezes, pois foi graças à repetição que as palavras se fixaram em minha mente.
É impressionante a capacidade do cérebro de guardar e resgatar coisas. Algumas gravamos por associação, outras por repetição (como no caso das frases de meu avô), ou outras nós apenas gravamos mesmo, não sei. Uma das formas que eu mais gosto de relembrar detalhes (da infância, principalmente) é através da leitura. Sempre há uma passagem ou até mesmo uma única palavra que me faz desenterrar do inconsciente uma lembrança. Algumas lembranças são tão marcantes que quando recordadas, a riqueza de detalhes é tão grande que chega assusta.
Hoje tive uma lembrança que eu nunca pensei que ainda estivesse no fundo da caixa do meu inconsciente. É óbvio que quando se está no inconsciente, não se pensa, mas me permita aqui criar esta redundância. Começando a ler o livro de Augusto Cury, “Nunca desista de seus sonhos”, associei a imagem do menino da capa ao título do primeiro capítulo (“Os sonhos alimentam a vida”). Não sei explicar bem os detalhes da associação, mais isso, e somente isso, me fez lembrar de minha primeira série do ensino fundamental (um ano após a alfabetização), quando no dia do livro um vendedor foi chamado para, durante o recreio, montar no meio do pátio da escola uma mesa para vendê-los. Lembrei-me de ter pego um dos livros infantis em quadrinhos que estavam no mostruário e fiz o que todo cliente que se preze faz em uma livraria: dei uma folheada nas páginas. Ou melhor, eu tentei folheá-las! Logo que abri o livro fui interrompido por uma desaprovação do vendedor, alegando que eu só poderia ler o livro depois que o comprasse. Penso que não fiquei com trauma de recém alfabetizado porque logo respondi que não iria comprar e virei as costas para comer com felicidade a minha metade de pacote de biscoito Trakinas (na época fabricavam direito). Não fiquei com trauma, mas foi uma passagem que não esqueci. Talvez meu primeiro contato direto com a lógica capitalista.

domingo, 30 de outubro de 2011

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

sábado, 17 de setembro de 2011

Alguns dos maiores peixes conservados na coleção ictiológica do Museu Nacional/ UFRJ

Ginglymostoma cirratum 








Bombona

Tanque da coleção ictiológica

Forma de armazenamento do material nos tanques









sábado, 27 de agosto de 2011

Um pouco sobre as Canafístulas Brancas

Nome Científico: Peltophorum dubium


Sinonímia: Brasilettia dubia, Caesalpinia dubia, Peltophorum vogelianum, Baryxylum dubium

Nome Popular: Canafístula, Farinha-seca, Sobrasil, Faveira, Tamboril-bravo, Ibirá-puitá, Guarucaia, Angico-amarelo

Família: Fabaceae

Divisão: Angiospermae

Origem: América do Sul

Ciclo de Vida: Perene

A canfístula é uma árvore decídua a semidecídua, com florescimento decorativo e muito utilizada na arborização urbana na América do Sul. Seu porte é grande, alcançando de 15 a 40 metros de altura, com copa ampla e globosa. O tronco atinge 50 a 120 cm de diâmetro e possui casca fina quando jovem, que engrossa e se torna escamosa com o passar do tempo. Apresenta folhas bipinadas, alternas, com foliólulos ovalados e coriáceos. As inflorescências surgem no verão. Elas são grandes, terminais e do tipo espiga, carregadas de botões dourados que se abrem em flores amarelas da base em direção ao ápice. O fruto é um legume, seco, indeiscente, lanceolado e achatado, contendo uma a duas sementes elípticas.



A canafístula é uma excelente opção para o paisagismo urbano ou rural. Ela produz sombra fresca no verão e perde parte ou todas as folhas no inverno. Sua floração é um verdadeiro espetáculo de flores amarelas e forma um tapete de pétalas no chão. Ecologicamente é considerada uma importante árvore oportunista, que se beneficia de clareiras, sendo por este motivo utilizada em recuperação de áreas degradadas. Sua madeira é rosada, moderadamente densa e de boa durabilidade quando seca. É utilizada em trabalhos de marcenaria, construção civil e no fabrico de dormentes, entre outros.



Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente no primeiro ano após o plantio. Tolera o frio e geadas, adaptando-se ao clima subtropical e temperado. Multiplica-se por sementes, que devem ser escarificadas para quebra de dormência. Emergem cerca de 15 a 30 dias após a semeadura. As mudas devem estar bem desenvolvidas antes de plantar no local definitivo, pois são sensíveis a formigas e ao vandalismo.


Bibliografia:



ÁRVORE EM TAMANHO ADULTO